Fonte: Hotnews
Seis dicas para adaptar seu corpo ao horário de verão
Evite o sono fora de hora e os distúrbios de apetite, comuns os primeiros dias
Medida tomada para diminuir o consumo de energia, o horário de verão começa no próximo domingo, dia 19 de outubro. Participam dele onze estados brasileiros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste: eles terão de adiantar os relógios em uma hora, a partir da meia-noite de sábado para domingo. A iniciativa do Governo Federal justifica-se pela claridade natural que a estação proporciona, quando o sol aparece mais cedo e vai embora mais tarde.
Mas não é só o horário que muda durante o verão. O organismo também passa por alterações: independente do horário, o tempo mais quente tende a dar mais disposição para as pessoas, que passam um tempo maior fora de casa. As horas a menos para descansar geram um desgaste natural, acentuado pela adaptação inicial ao relógio. Uma pesquisa conduzida por laboratórios de cinco países sul-americanos, incluindo 9.251 pessoas do Brasil, mostrou que 46% da população sente algum tipo de desconforto com o começo do horário de verão.
Entre os distúrbios resultantes da mudança estão a dificuldade para dormir e a conseqüente sonolência pela manhã , afirma o fisioterapeuta e especialista em fisiologia da Universidade Guarulhos (UnG), Renato Costa. A rotina ajusta o corpo: poucas horas antes de acordar, a temperatura sobe e o hormônio cortisol atinge seu pico no organismo, afastando a sonolência.
No entanto, quando sua rotina muda, seu ciclo biológico é alterado e o organismo não consegue se preparar. Resultado: você acorda cansado e não consegue render no trabalho e na escola. Há ainda mais riscos de acidentes de trânsito e no trabalho. Os perigos só desaparecem cerca de duas semanas depois, quando o corpo já teve tempo de se acostumar aos novos horários.
Há quem consiga se adaptar ao horário de verão em menos tempo. Por outro lado, tem gente que atravessa a estação inteira com problemas, situação comum entre as pessoas notívagas, cujo rendimento é maior no período noturno, elas demoram mais para entrar em sintonia com a mudança no relógio , diz o fisioterapeuta.
Para sofrer menos com o horário de verão, siga as dicas do fisioterapeuta:
1. Relaxe no dia em que o horário de verão entra em vigor, evitando indisposição. Pegar leve nos exercícios, realizar atividades que acalmem, como yoga, por exemplo, é uma saída;
2. Faça refeições mais leves, que não exijam muito esforço do seu organismo para a digestão;
3. Tente ir para a cama duas horas mais cedo do que o habitual. Provavelmente, você não vai pegar no sono imediatamente, mas o clima calmo prepara o corpo para o descanso;
4. Deixe todas as suas coisas arrumadas para o dia seguinte, evitando perder tempo ou passar nervoso antes de sair de casa na segunda-feira;
5. Até sentir que seu organismo está acostumado com a mudança, recuse os convites para sair e voltar tarde demais para casa. No dia seguinte, acordar pode ser muito complicado;
6. Pelo menos na primeira semana do horário de verão, fixe horários para todas as suas atividades e tente respeitá-los ao máximo. Isso evita distúrbios de apetite (como fome fora de hora) e um cansaço exagerado.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
DELÍRIO DE MEIA HORA

Um sussurro se exalou em gritos aos meus paladares...
Eu tinha de criar, mas o novo não se cria, está na sua essência e dor, pronto pra nascer.
Esperando mais um pequeno, porque a terceira linha sempre será maior para quem fala apenas duas.
Sabe quando a música vem de bem longe e você a conhece como se a fizesse?
Não bata seus pés para acompanhar. Não cante junto para não demais embalar... Tão distante é onde a música. Estava, e este seu sorriso bem grande aproxima aquele “S” preocupado... Que pronúncia nem nada, vão olhar é para o teu coração na hora canção!
Eu preciso fazer um poesia, ela era tão urgente, me quis mesmo que descontente, e viajei numa ímpar infâmia de partes já remexidas. Prometo que não abri tuas cartas, que não joguei nos livros pra encontrar mais palavras, que as memórias não falharam pra te falar dos atos falhos... E o que significa essa parada pouco louca. A loucura é que me sustente meu bem! Porque se me propores um arco-íris pra ofuscar os olhos, eu te proponho um degradê do que possa imaginar, porque destas pontes eu tenho pára-quedas, tu tens meus para-fluxos, e eu não paro até a poesia de bem comigo estar!
Eu preciso criara bem rápido agora, não tenho tempo, por isso não me preocupo com ele.
Sementinha não cresce não, espera o brotar das minhas mãos. Eu crio como quem mata fome de dois mundos inteiros, um universo pela metade e dois infinitos e meio. A dança que me sustenta de visão e olhar a escuridão, o ponto com braços mexer-se na multidão e ter a contensão de não parar junto comigo: Se tu criar para sempre, eu crio eternidade!
O sussurro me suspirou em poesias, e já que quem não os cria não vive, eu preciso
Q-U-E-R-O, N-E-C-E-S-S-I-T-O, M-O-R-RO, V-I-VO, Por esta criança mau amada que não me responde. E não para, e não fala de bons costumes. Teu hábito é deixar-me sem leis, para não mais criar... E só veres o mundo totalmente estrada solitária, ovelha perdida. E até o último serei esta coisa limpa, ilusionária, quente e fria... Serei até o último esta coisa que cria!
Douglas Tedesco – 21/10/2008
domingo, 19 de outubro de 2008
Balé de Aleivosia - 3º tempo

"O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo."
Indignação a primeira vista. Ninguém entendeu nada, suas vidas eram grandes mas limitadas, suas cabeças imensas mas estupefatas.
Como assim? Absurdos demais naquela noite lhes causariam náuseas, mas fazia sentido, um convite assim tão chique não era em vão!
- Eu sei que cada um de vocês gosta muito de estar vivo, e que também gosta de sua família e tem paixões... Pois então um não, significa perder isso tudo, e da maneira mais cruel e dolorosa que existe. E não pensem que isso significa a morte, existe coisa ainda pior do que a morte meus caros. – Sua voz na sala mal iluminada e aconchegante era como uma faca muito gelada passando lentamente pelo pescoço de cada um deles. – se vocês não estão nervosos, fiquem, pis é bem sério tudo isso. Quero que usem de suas habilidades para fazerem coisas inacreditáveis e salvar a própria pele...
O previsto acontecera, um deles levantou-se alterado, discutindo com o inimigo, seguranças o contiveram e um último aviso foi distribuído: - Tente isso mais uma vez, e irá sofrer conseqüências. Isso vale para todos. Eu sei que é injusto eu querer brincar de Deus, mas e o mundo é dos justos por acaso? Eu sou seu dono e não contestem, pois será pior. Tenho dito, e como primeiro mandamento, quero que divirtam-se como nunca nesta inauguração da minha casa de shows, e ninguém além de vocês pode saber disto, e não se preocupem, tudo está bem, e não tentem fugir, nem escapar, nem saber quem sou, mas a qualquer momento mandarei noticias a vocês!
Os seguranças, armários de preto, tiraram um a um da sala bem escondida, e voltaram a celebração dos excluídos por Deus.
Eles não sabiam, e provavelmente nem saberiam que Don Latoffayel era um homem muito poderosa e portador de uma doença incurável, querendo divertir-se antes de encarar a morte.
A noite era bem longa, suas pernas estavam nuas e dispostas a correr com todos eles. Sentiam-se numa prisão, e era exatamente nisto que estavam. Era obrigação dançar... A casa estava cheia, mas será que todos eles haviam recebido aquele chamado de horror? Cada olhar parecia que sabia do que se passava. A música parou um momento, um homem foi ao microfone, a stripper foi chamada pelo nome de batismo até o palco para cantar uma linda canção, qualquer que fosse a banda estava preparada.
O infeliz sabia de tudo, e agora ela tinha amigos que jogavam seu jogo, um deles de longe, outro de muito perto a encorajou, a indignação lhe interrogava de como descobrira, pois era raridade quem sabia, já que era raridade para os clientes que ela cantava. Ela deu um tapa na própria coxa, sorriu para um casal gay que se beijava. Subiu ao palco com rainha da noite... “Uma canção que todo mundo conhecesse?”
Madonna? Cyndi Lauper? Não, I will survive... Por mais homem que fosse, qualquer um sabia a letra, e dançava a melodia.
As luzes foram de encontro ao seu belo corpo, um aviso, um tilintar de piano e a música começou.
O público envolto numa aura de mentira e felicidade, as paredes de aquário, o fogo artificial e alusivo queimando nas colunas jônicas, os mezaninos repletos de dançarinos e efeitos. O chão mudando de cor, fazendo ilusões desavisadas, o teto como um céu estrelado. Tudo era o que se precisava na vida dentro daquela imensa boate. E a música acabou e ela teve medo de morrer, porque aquilo não deveria ser feito, mas nada aconteceu...
Aplausos, sorrisos, um selinho sem merecimento, um convite pra mais um drink. Procuravam-se sem voz os escolhidos, queriam falar-se queriam conhecer-se, queriam saber o que os levou até ali.
A noite acabou, eram quase cinco da manhã de um horário de verão descuidado, e o calor se ausentava, assim como o frio... Fazia fresco nas almas. Combinaram por pupilas de todos saírem juntos, eram vítimas unidas. No estacionamento, a confiança era mais prepotente... “Vamos a casa do amigo conversar, precisamos dar jeito nisso!” as conduções então partiram com um só destino, aquele homem arrogante, e poderoso não podia lhes impedir disto.
Nenhum bolo, café amargo, a cozinheira estava de saco cheia de pratos caros, o dono da casa realizado pelos dois dias de limpeza que conseguiu deixar involuntariamente.
Haviam cadeiras para todos, mas ânimo não. Ninguém nunca vira tanta maquiagem borrada de uma vez só. Entraram então na questão mais cruel de suas vidas...
Todos eles:
A Stripper, e agora cantora Jeniffer, O Jornalista Dimytrius, o homem que matava outros homens como Mauro, a professora de teatro Lola Pietra, a estilista Klara Raklan, a mimada menina que perdia carona nas festas é Natália, filha do médico legista Narciso, e o cozinheiro Marki. Um time e tanto... Lola logo tratou de dizer que estava grávida, o que já era perceptível pelo tamanho da barriga.
- Aquele homem é um louco e pode querer meu filho.
- Será que é sério aquilo tudo que ele falou.
- Vocês viram que ele sabe muito sobre nós, deve ser.
- Não podemos é arriscar-mos.
- O que pensam em fazer?
- Tentar matá-lo?
- Nos matariam bem antes.
- Será que ele não sabe que estamos aqui, agora?
- Uma coisa é certa, estamos preocupados e precisamos ns unir. Sozinhos não vamos chegar a lugar algum.
- Ele disse que se voltarmos a trabalhar seremos morto... Alguém vai se arriscar?
-Mas e quem ele pensa que é para fazer isso.
- É isso. Nós temos que descobrir quem é este homem, descobrir seu ponto fraco e elimina-lo.
- Será que ele tem ponto fraco?
- Todo mundo tem!
- E meu bebê?
- Ele está com você não está? Então está bem.
(animadoras gargalhadas)
- Está de quanto tempo?
- Seis meses e meio.
- E quanto tempo isso vai durar?
- Vocês nunca o viram, nunca ouviram falar nele? É impossível que ninguém saiba quem é!
- Esta é a verdade, seja quem for, ele é muito inteligente, rico e preparado, e o que eu sugiro é que fiquemos juntos até ele mandar algum recado ou coisa do tipo.
Concordância geral da assembléia, mesmo que contra vontade.
Um minuto de silêncio em respeito a morte de seus sossegos, e o dono da casa, Dimytrius, ouviu um bip incontrolável na sala. Olhou para a estante da tevê e lá discreta estava uma caixinha preta com uma luz vermelha piscando, fixou-se no desconhecido objeto, e caiu por si desesperado: - É uma bomba, corram, saiam daqui, vai explodir!
(!) uma dança formou-se de desencontro a harmonia, rostos, pernas, tudo fora de uma sintonia mais bela que se possa ver, e aconteceu para fechar o grande espetáculo a esplêndida visão do fogo levando tudo aos ares, protegidos estava. Mas só o corpo, sem teto e cansados mergulhados numa piscina de medo.
"Somos solicitados... atraídos... e guiados... para tudo que formulamos na nossa imaginação."

quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Buáaa Movies
Os 10 filmes que mais fazem chorar16 de Out, Qui - 14h09
( Redação Cineclick) - O jornal britânico Daily Mail realizou uma enquete junto a 3 mil internautas para saber quais são os dez filmes que mais fazem as pessoas chorarem. Parece incrível, mas a maioria se emocionou com o filme Bambi, no qual um filhote de veado que perde a mãe, morta por caçadores, é obrigado a sobreviver sozinho no meio da floresta.Outro longa eleito foi o E.T., que traz um alienígena cheio de sentimentos. Filmes com histórias trágicas, de doenças ou acidentes fatais, como Filadélfia e Titanic (respectivamente) também entraram para a lista. E até a "ex-princesinha do pop" Britney Spears já fez muita gente chorar no cinema - talvez de tristeza pelo tempo perdido de ter ido assistir ao filme - com sua atuação em Crossroads - Amigas para Sempre. Veja o Top 10 abaixo:
1º) Bambi (1942)
2º) Ghost - Do Outro Lado da Vida (1990)
3º) O Rei Leão (1994)
4º) E.T. - O Extraterrestre (1982)
5º) Titanic (1997)
6º) Crossroads - Amigas para Sempre (1998)
7º) Filadélfia (1993)
8º) Uma Grande Aventura (1978)
9º) Meninos Não Choram (1999)
10º) Flores de Aço (1989)
( Redação Cineclick) - O jornal britânico Daily Mail realizou uma enquete junto a 3 mil internautas para saber quais são os dez filmes que mais fazem as pessoas chorarem. Parece incrível, mas a maioria se emocionou com o filme Bambi, no qual um filhote de veado que perde a mãe, morta por caçadores, é obrigado a sobreviver sozinho no meio da floresta.Outro longa eleito foi o E.T., que traz um alienígena cheio de sentimentos. Filmes com histórias trágicas, de doenças ou acidentes fatais, como Filadélfia e Titanic (respectivamente) também entraram para a lista. E até a "ex-princesinha do pop" Britney Spears já fez muita gente chorar no cinema - talvez de tristeza pelo tempo perdido de ter ido assistir ao filme - com sua atuação em Crossroads - Amigas para Sempre. Veja o Top 10 abaixo:
1º) Bambi (1942)
2º) Ghost - Do Outro Lado da Vida (1990)
3º) O Rei Leão (1994)
4º) E.T. - O Extraterrestre (1982)
5º) Titanic (1997)
6º) Crossroads - Amigas para Sempre (1998)
7º) Filadélfia (1993)
8º) Uma Grande Aventura (1978)
9º) Meninos Não Choram (1999)
10º) Flores de Aço (1989)
domingo, 12 de outubro de 2008
Balé de Aleivosia - 2ª chance

“Mesmo que você chegue à estaca zero... Ainda estará no começo de tudo.”
Às 18 horas, mais preciso e idealista das 18 horas e 12 minutos, a chuva brindou a terra, o céu despencou em mini-dilúvio. Mas impreterivelmente todos queriam estar lá, e deveriam pra colocar mais energia no destino. Nem todo mundo tinha carro, nem todo mundo pretendia ir tão chique, mas duas pessoas tiveram problemas. Uma tinha de acabar um bolo, outra tinha de ninar o filho para dormir, e ainda uma terceira colocou sua voz para homens sedentos de arte e não de corpos nus.
A noite tocava um tango, a lua era um tambor bem prata batucado por bruxas, uma névoa pouco espessa apavorava desavisados... Mas todos chiques, o bolo feito. O strip terminado, o pequenino nos braços de Morfeu, os pés num scarpan e a alma na fachada da Harrabalde Meteora. Os responsáveis guardaram os carros, acompanharam no olhar os táxis distanciarem-se, levaram sob o grande guarda chuva todas as multidões... A elegância não era a prova d’água, e a beleza tinha medo da pesada chuva. No convite tinha um aviso, dependendo do ponto de vista: uma restrição que dizia: “o mundo lhe proporciona a todos os momentos conhecer pessoas novas, ou reconhecer pessoas velhas... Aceitar este convite é ter o prazer de sentar com inúmeros e ilustres desconhecidos... Seja bem vindo (a)! E de lugar em lugar, pausa a pausa, chegada a chegada os garçons guiavam aos lugares reservados ás identidades correspondentes.
Era uma noite linda de chuva e o que importava dentro de suas vestes pretas parecendo combinação era o sol que brilhava naquelas mentes de contentamento e felicidade, e um ou outro tópico de dúvida: “Por que estou aqui? Por qual motivo fui convidado?” mas o próximo gole, a seguinte performance nas pistas ou palcos tomava furtamente a mente e se alimentavam daquela gritaria chique da qual eram involuntários alvos.
Uma estrela, cantora famosíssima brilhou em músicas que todos sabiam cantar... Assustaram-se coletivamente: “Era este o motivo da farta mesa ser composta pelos tais?” não, não podia ser tão ridículo motivo. A pista de dança os chamou e cara a cara com a musica requebraram até não poder, a bebida continha alucinógeno. Uma vibe sensação de eternidade em cada movimento, o coração pedindo bis em, cada contração.
Um bilhete, um homem de preto no ouvido, e encontravam-se juntos novamente numa sala de reuniões distante dali, juntos de um homem poderoso com anel de brilhantes, de cara amarrada, mas feliz. O suor dos passo inpensados era lembrança ainda de uma boa noite, e as palavras romperam um silêncio de sono, quebraram um cristal de paz invisível: - Eu os convidei porque todos tem habilidades imensas, das qual eu conheço muito bem. E assim como vocês eu também gosto de jogos, a diferença é que eu posso criar o jogo que quiser, pois tenho dinheiro que nem imaginam quantos zeros se colocam na quantia certa. Sei também que estão todos passando dificuldades financeiras, e que amam, sobre qualquer coisa, ama dinheiro. Por isso eu lhes proponho um jogo: dentro de suas habilidades, quero que me surpreendam, façam algo de grandeza mundial, e então terão milhões e milhões ao seu alcance. Caso contrário, terei de mata-los agora mesmo, pois já sabem do meu plano. Então, todos topam?
A vida era uma prostituta barata e safada que fazia por prazer, estavam num círculo fechado, num jogo sem regras, onde eles eram as peças e o mundo o tabuleiro.
“É preciso termos muito bom senso para sentirmos que não temos nenhum.”
Às 18 horas, mais preciso e idealista das 18 horas e 12 minutos, a chuva brindou a terra, o céu despencou em mini-dilúvio. Mas impreterivelmente todos queriam estar lá, e deveriam pra colocar mais energia no destino. Nem todo mundo tinha carro, nem todo mundo pretendia ir tão chique, mas duas pessoas tiveram problemas. Uma tinha de acabar um bolo, outra tinha de ninar o filho para dormir, e ainda uma terceira colocou sua voz para homens sedentos de arte e não de corpos nus.
A noite tocava um tango, a lua era um tambor bem prata batucado por bruxas, uma névoa pouco espessa apavorava desavisados... Mas todos chiques, o bolo feito. O strip terminado, o pequenino nos braços de Morfeu, os pés num scarpan e a alma na fachada da Harrabalde Meteora. Os responsáveis guardaram os carros, acompanharam no olhar os táxis distanciarem-se, levaram sob o grande guarda chuva todas as multidões... A elegância não era a prova d’água, e a beleza tinha medo da pesada chuva. No convite tinha um aviso, dependendo do ponto de vista: uma restrição que dizia: “o mundo lhe proporciona a todos os momentos conhecer pessoas novas, ou reconhecer pessoas velhas... Aceitar este convite é ter o prazer de sentar com inúmeros e ilustres desconhecidos... Seja bem vindo (a)! E de lugar em lugar, pausa a pausa, chegada a chegada os garçons guiavam aos lugares reservados ás identidades correspondentes.
Era uma noite linda de chuva e o que importava dentro de suas vestes pretas parecendo combinação era o sol que brilhava naquelas mentes de contentamento e felicidade, e um ou outro tópico de dúvida: “Por que estou aqui? Por qual motivo fui convidado?” mas o próximo gole, a seguinte performance nas pistas ou palcos tomava furtamente a mente e se alimentavam daquela gritaria chique da qual eram involuntários alvos.
Uma estrela, cantora famosíssima brilhou em músicas que todos sabiam cantar... Assustaram-se coletivamente: “Era este o motivo da farta mesa ser composta pelos tais?” não, não podia ser tão ridículo motivo. A pista de dança os chamou e cara a cara com a musica requebraram até não poder, a bebida continha alucinógeno. Uma vibe sensação de eternidade em cada movimento, o coração pedindo bis em, cada contração.
Um bilhete, um homem de preto no ouvido, e encontravam-se juntos novamente numa sala de reuniões distante dali, juntos de um homem poderoso com anel de brilhantes, de cara amarrada, mas feliz. O suor dos passo inpensados era lembrança ainda de uma boa noite, e as palavras romperam um silêncio de sono, quebraram um cristal de paz invisível: - Eu os convidei porque todos tem habilidades imensas, das qual eu conheço muito bem. E assim como vocês eu também gosto de jogos, a diferença é que eu posso criar o jogo que quiser, pois tenho dinheiro que nem imaginam quantos zeros se colocam na quantia certa. Sei também que estão todos passando dificuldades financeiras, e que amam, sobre qualquer coisa, ama dinheiro. Por isso eu lhes proponho um jogo: dentro de suas habilidades, quero que me surpreendam, façam algo de grandeza mundial, e então terão milhões e milhões ao seu alcance. Caso contrário, terei de mata-los agora mesmo, pois já sabem do meu plano. Então, todos topam?
A vida era uma prostituta barata e safada que fazia por prazer, estavam num círculo fechado, num jogo sem regras, onde eles eram as peças e o mundo o tabuleiro.
“É preciso termos muito bom senso para sentirmos que não temos nenhum.”

AGUARDE... EM BREVE A 3ª DESGRAÇADA PARTE
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